segunda-feira, 18 de abril de 2011

Dia do Livro Infantil

Postado por Julianna Barroso às 17:12
A modernidade avança como um furacão sobre nossas vidas, e muitas vezes me pego pensando como será Alice aos 10 anos e depois aos 15, 18, etc. Hoje os bebês já lidam desde bem pequenos com televisões, computadores, joguinhos eletronicos e se sentem bem a vontade com tudo que pra nós é alta tecnologia. Daí eu insisto em um questionamento... Se as crianças vão estudar em livros (será? será que já está mudando e eu nem sei?), ao menos por enquanto ainda estudam, como os pais estão incentivando seus filhos a conhecerem a maravilha da leitura, tendo em vista que a grande maioria trabalha o dia inteiro? Nós chegamos tarde em casa e temos a facilidade de um DVD nas mãos, ao invés de contar uma histórinha, pois é só por e dar "play".
Lá em casa mesmo, Alice adora os desenhos da Discovery, e eu particulamente curto muito também. 90% deles não tem nada de violento nem traumatizante para crianças. E nem é muito bobo também, ao contrário, é bastante educativo. Mas, desde antes dela nascer, já tinha escolhido algumas historinhas e os livrinhos já estavam esperando por ela.
Até uma ano, confesso que foi bem difícil. Ela queria segurar e isso significava rasgar metade do livro. rsrsrs
Aos poucos ela foi acostumando e a escola também ajudou muito. Lá a "tia" mostrava as figuras, mas não deixava pegar e tinha os livros que podia pegar, os de plástico, ou de folhas mais durinhas. Devagarzinho a Lilica foi criando intimidade com esse universo tão bonito, e tão querido por mim.
Agora ela já tem suas personagens preferidas, as quais, quando eu conto a história ela vai adiantando as passagens, mostrando que "está por dentro".
No Natal eu dei um livro de contos pra ela. Uns conhecidos como Branca de neve, Chapeuzinho Vermelho e outros não tão conhecidos como a Princesa e o Sapo. (kkkk ela adora). Tento, na medida do possível e do meu cansaço ler uma história toda noite, antes dela dormir. Assim seus sonhos vão ser recheados de princesas, fadas, reis, principes, e sua imaginação vai bailando, ninando um soninho infantil, até que o sol volte e a traga são e salva, novamente para mim.
=)

E pesquisando sobre o assunto na net, achei essa historinha, que já vou levar pra ler pra Alice hoje, adorei! O site é esse AQUI.



SERÁ MESMO QUE É BICHO?


Debaixo da árvore apareceu um menino.
A libélula viu o menino e foi voando
chamar os outros bichos.
— Que bicho será?
— Será que está morto?
E os bichos, curiosos,
Começaram a pesquisar.
O pato olhou o pé e viu que não era pé-de-pato.
O galo olhou a cabeça:
— Que chique!
É cabeça de artista.
Tem topete,
não tem crista.
A galinha olhou a boca:
— Meu Deus! Como é diferente!
Esta boca não tem bico,
esta boca só tem dente.
O coelho olhou a pele:
— Que coisa engraçada.
Esta pele não tem pêlo.
Esta pele não tem pena.
Mas que pele mais pelada!
— Coitado! — disse o passarinho.
— Debaixo da árvore, tão sozinho,
vai ver que caiu de algum ninho.
Como se fosse um avião,
a libélula voou, voou,
pousou na ponta do dedão:
— Este bicho não tem rabo!
É um bicho diferente.
Asas também não tem,
nem atrás e nem na frente.
Mas que bicho mais estranho:
Não tem biço pra bicar.
Não tem rabo pra abanar.
Não tem asa pra voar.
Nem pé-de-pato pra nadar.
Afinal de contas, que bicho será?
— E se não for bicho? — disse o coelho preocupado.
— Ele é tão diferente!
— Ah, já sei! — disse a libélula.
È um filhote de gente.
— Meu Deus! — disse o passarinho
— Gente é muito perigoso.
Joga pedra no meu ninho.
— Não tem perigo! — falou o pato.
— Ele é muito pequenino.
Filhote de gente,
eles chamam de menino.
-
— Será que ele está morto?
Ou será que está
dormindo?
Quem sabe se
agora ele pode
estar ouvindo?
E os bichos, curiosos,
começaram a pesquisar.
O patinho subiu no peito,
para ouvir o coração.
O coração bateu tão forte
que jogou o pato no chão.
O pintinho subiu no nariz
para sentir a respiração.
Que legal! Um vento quente,
ah… atchim! Caiu no chão!
— Está vivo! — disseram eles
—, pois pode até espirrar.
Vamos acordá-lo
pra gente poder brincar.
Com bicada, bicadinha,
E mordida, mordidinha,
Vão fazendo uma cosquinha,
pro menino acordar.
E de repente…
“o menino levantou e
foi brincar com os
animais.”

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